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Projeto prevê primeiro centro de acolhimento para LGBT+ que são expulsos de casa

Um projeto pioneiro pode se tornar um marco na história da luta LGBT. Organizado pelo Conselho de Cultura (Concult) da Prefeitura Municipal de Santos, litoral de São Paulo, o projeto visa instalação do primeiro centro de acolhimento à pessoas LGBT+ que foram vítimas de violência ou expulsas de casa.

A iniciativa a está em andamento, mas a ideia é fazer uma espécie de vila com aluguel social para artistas e consta também como meta do Plano Municipal de Cultura, sancionado em 2017. O objetivo é que os atendidos ofereçam contrapartida social e artística para a cidade.

De acordo com o conselheiro Júnior Brassalotti, o Concult mapeou as casas de posse da Administração que poderiam servir a esse fim. O prédio do Ambesp – que atualmente pertence à Secretaria da Saúde, foi um dos elencados. “Ainda não conseguimos conversar pessoalmente com o secretário, mas vamos retomar esse assunto, juntando a pasta da Cultura e da Assistência Social para ver como conseguimos tocar esse projeto que é embrionário mas está avançado no ponto de vontade política”, conta em entrevista ao jornal Diário do Litoral.

Completamente desgastado e carente de uma reforma estrutural e elétrica, o edifício fica na Rua Gonçalves Dias, 8, no Centro. O imóvel de sete andares e uma área de 2.800 m² pertencia ao Governo Federal e foi cedido ao Município em outubro de 2013. A validade é de dez anos, prorrogáveis por iguais e sucessivos períodos.

“É um espaço imenso e que, atualmente, está ocioso. Em um espaço como aquele, seríamos capazes de receber não só um centro de acolhimento para pessoas LGBT+, como também para artistas em trânsito na cidade, um hotel solidário. Não daria só um abrigo à essa população como também levaria vida ao Centro da cidade”, afirma o presidente.

Uma das inspirações para a iniciativa é a Casa 1, uma república de acolhimento e centro cultural destinado à pessoas LGBT+ instalado em São Paulo. Brassalotti afirma que a instalação da Capital é um projeto de sucesso, que funciona com a colaboração entre as autoridades e a sociedade civil. “Apesar de precisar de doações, a Casa 1 é um projeto que foi implementado e funciona bem. Há exemplos de sucesso também em Nova York e em Berlim. Precisamos urgentemente de um espaço como esse na nossa cidade, que também atenderá pessoas de outras cidades da região”.

“O que mais precisamos em Santos é que haja compreensão da população em relação à necessidade desse projeto. Parte da sociedade acha que não é preciso pois não enxerga a necessidade dessas pessoas que estão em situação em risco. Existe um preconceito social que precisa ser derrubado para que possamos avançar”.

Em nota, a Prefeitura Municipal de Santos informou que foram iniciadas conversas para que seja realizado mapeamento de possíveis imóveis que tenham condições de receber o abrigo para os artistas. Após esta fase, ainda será necessária a elaboração de um projeto que atenda tal finalidade.

FONTE : PÕENARODA

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